Lidar com os desafios da sustentabilidade empresarial começa no conhecimento Posted on 2026-01-262026-01-26 by Susana Racões Num contexto marcado pela incerteza e pela rápida transformação dos mercados, a sustentabilidade só cria verdadeiro valor quando está integrada na estratégia e no modelo de negócio das organizações. Responder aos desafios atuais exige mais do que boas intenções: impõe um conhecimento sólido, uma visão crítica e uma capacidade de aplicação prática. A sustentabilidade é um processo contínuo, construído a partir da gestão, das pessoas e das decisões do dia a dia. Não começa no relatório anual, mas na forma como a organização estrutura a sua governação, envolve as suas equipas e incorpora critérios de sustentabilidade nas várias áreas da gestão. Torna-se duradoura e relevante quando é incorporada na cultura organizacional, moldando valores, normas e comportamentos que orientam decisões e práticas. Foi com esta convicção que concebemos a Pós-graduação em Gestão da Sustentabilidade nas Organizações da Nova FCT Executive Education. O programa alia o rigor académico a uma forte componente prática, combinando metodologias avançadas, exemplos reais e a partilha de experiências entre docentes de referência e oradores convidados, numa ligação direta entre a gestão, a ciência e a tecnologia, nomeadamente com as possibilidades da IA. Ao longo da Pós-graduação, os participantes desenvolvem o seu próprio projeto de sustentabilidade empresarial, repensando modelos de negócio, estratégias de envolvimento com stakeholders, experiência do cliente, com critérios de avaliação de financiadores e investidores. A abordagem assenta em dinâmicas de grupo que reforçam o networking entre participantes, com acompanhamento próximo da coordenação e da equipa docente. O sucesso da 1.ª edição confirma a relevância e o impacto do programa. Convido os profissionais dos vários setores a integrarem a 2.ª edição e a reforçarem a sua capacidade de liderar a mudança, tomar decisões estratégicas informadas e criar valor sustentável, integrando abordagens ESG como fator de diferenciação e de competitividade no mercado. Isabel Soares de Moura Coordenadora da Pós-Graduação Gestão da Sustentabilidade nas Organizações – Executive Education NOVA FCT
IA e Agile – Uma Parceria Natural Posted on 2025-09-182025-09-22 by Susana Racões Quando Jeff Sutherland, que juntamente com Ken Schwaber criou o Scrum, lançou o desafio de “fazer o dobro do trabalho em metade do tempo”, muitos consideraram impossível. Hoje, esse objetivo parece até modesto. Não porque o movimento Agile tenha perdido relevância, mas porque a inteligência artificial (IA) está a transformar radicalmente a forma como trabalhamos. O Agile surgiu como resposta a modelos pesados e rígidos, cujos processos, documentação e planos raramente se confirmavam. Para evitar e ultrapassar esse peso e essa rigidez, propôs adaptação contínua, foco no valor e equipas autónomas. Essa lógica mantém-se — e torna-se ainda mais essencial num mundo em que a velocidade e a complexidade aumentam exponencialmente. É aqui que a IA entra como um agente de mudança. Já não falamos apenas de acelerar tarefas, mas de repensar como fazemos planeamento, execução e aprendizagem: Planeamento adaptativo: as ferramentas de IA ajudam a analisar históricos de sprints e prever riscos, fornecendo insights mais rápidos e objetivos para a definição de prioridades; Backlog inteligente: algoritmos para processamento de linguagem natural (NLP) podem sugerir melhorias nas user stories, identificar duplicações e até ajudar a classificar a complexidade; Automatização do dia a dia: desde relatórios de sprint gerados automaticamente até assistentes integrados, a IA liberta tempo para o que realmente importa – colaboração e entrega de valor; Aprendizagem contínua: dashboards com análises preditivas permitem às equipas identificar padrões de desempenho, antecipar bloqueios e ajustar práticas de forma mais informada; A grande mudança não é a substituição de pessoas por máquinas, mas a criação de equipas aumentadas. Agile sempre foi sobre dar poder às pessoas, remover burocracia e adaptar-se em ciclos curtos. A IA leva essa visão mais longe, tornando cada ciclo mais rápido, mais eficiente e mais orientado a resultados. Em vez de substituir o Agile, a IA reforça os seus princípios: adaptação constante, foco no valor e melhoria contínua. A promessa de “fazer o dobro em metade do tempo” não perdeu em nada a sua validade — apenas ganhou um novo e poderoso aliado. André Carreiro Coordenador da Pós-Graduação em Agile Project Management – Executive Education NOVA FCT