Curso teórico-prático dedicado à conservação de máquinas de acervos museológicos em condição operacional, tendo como referência o património industrial in situ e diferentes contextos museológicos. Através de uma abordagem multidisciplinar, são analisados os principais desafios associados à conservação de máquinas em funcionamento.
A formação capacita os participantes para avaliar, planear e implementar estratégias que conciliem a preservação material com a manutenção da funcionalidade, contribuindo para a salvaguarda e valorização deste património em contexto museológico.
Em parceria:
19 e 20 outubro 2026
2 dias
Presencial
450€*
MAQU I centra-se na conservação de máquinas de acervos museológicos em condição operacional, um domínio que coloca desafios específicos à preservação do património industrial e técnico. Manter uma máquina em funcionamento implica conciliar a preservação da sua materialidade e autenticidade com a manutenção da funcionalidade, considerando questões como o uso e desgaste dos componentes, a segurança, os recursos técnicos disponíveis e o programa museológico.
O curso teórico-prático de dois dias pretende contribuir para o desenvolvimento de estratégias fundamentadas e adaptáveis de conservação operacional. Partindo do património industrial in situ, os participantes exploram diferentes dimensões da conservação de máquinas em funcionamento, histórica, tecnológica, social, museológica, de engenharia e de conservação e restauro, e analisam os processos de trabalho necessários para compreender, decidir e intervir. A formação inclui a análise de documentação, a leitura técnica das máquinas, questões de manutenção e segurança e a definição de critérios para a tomada de decisão.
Organizado no âmbito das atividades do grupo EPPIC, o MAQU I recorre ao caso da Central Elevatória dos Barbadinhos, no Museu da Água, como referência prática para a análise de máquinas em operação e da sua relação com a musealização do património industrial in situ.
Esta abordagem é complementada por contributos de profissionais de diferentes áreas, promovendo a comparação entre contextos, a partilha de experiências e a construção de metodologias de trabalho ajustáveis às diferentes realidades e recursos institucionais.
*Parceiros do EPPIC têm 5% de desconto
O MAQU I organiza-se em quatro módulos teórico-práticos, distribuídos ao longo de dois dias de formação, que abordam diferentes dimensões da conservação de máquinas de acervos museológicos em condição operacional. A formação articula conhecimentos históricos, tecnológicos, sociológicos, museológicos, de engenharia e de conservação e restauro, proporcionando uma abordagem integrada e adaptável a diferentes contextos institucionais.
As sessões combinam exposição teórica, análise de casos e contacto com situações concretas de conservação e operação de máquinas. O Museu da Água – Estação Elevatória dos Barbadinhos constitui o principal contexto prático de aprendizagem, permitindo observar e discutir questões relacionadas com a musealização de património industrial in situ, a operação de máquinas, a manutenção, a segurança e a mediação.
A formação promove a reflexão e a troca de experiências entre profissionais de diferentes áreas, explorando metodologias para compreender, decidir e intervir na conservação operacional. Ao longo do curso são abordadas questões como a autenticidade e funcionalidade, o uso e desgaste dos componentes, a avaliação de riscos, a manutenção e a compatibilização entre conservação, operação e segurança.
O curso será realizado presencialmente em Lisboa, no Museu da Água – Estação Elevatória dos Barbadinhos, proporcionando aos participantes um contexto real de aprendizagem e contacto direto com património industrial em funcionamento. No final do curso, será atribuído aos participantes um Certificado de Participação.
O curso visa dotar os participantes de conhecimentos e competências que lhes permitam compreender, avaliar e planear a conservação de máquinas de acervos museológicos em condição operacional, articulando diferentes perspetivas disciplinares. No final, os participantes deverão ser capazes de:
O curso destina-se a profissionais, estudantes e outros interessados que pretendam aprofundar conhecimentos e competências na conservação de máquinas e património técnico-industrial em condição operacional. É particularmente relevante para:
Museóloga e investigadora do HTC-NOVA FCSH/CEF-UC
Graça Filipe é museóloga e investigadora integrada do História, Territórios e Comunidades, pólo na NOVA FCSH do Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta da Universidade de Coimbra.
A sua actividade centra-se em: processos de patrimonialização e sua relação com políticas públicas; musealização de sítios pós-industriais; conservação e valorização de património industrial e técnico; participação comunitária em processos patrimoniais e museais; e indústria em Portugal nos séculos XIX e XX.
É licenciada em História, pós-graduada em Museologia Social e mestre em Museologia e Património.
Foi técnica superior do Município do Seixal de 1989 a 2026. Trabalhou em diversos campos de património em articulação com o desenvolvimento territorial e dirigiu o Ecomuseu Municipal do Seixal até 2009.
Foi docente convidada da NOVA FCSH (2006-2023) nos mestrados de: Museologia; Práticas Culturais para Municípios; e Património.
Conservadora-restauradora de metais e investigadora do LIBPhys da NOVA-FCT
Isabel Tissot é conservadora-restauradora de metais e investigadora do LIBPhys da NOVA FCT. Doutorada em Engenharia Física e mestre em Eletroquímica Aplicada pela Universidade de Lisboa, é licenciada em Conservação-Restauro pela NOVA FCT e bacharel pela antiga Escola Superior de Conservação-Restauro de Lisboa. Recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar conservação no Institut Royal du Patrimoine Artistique (IRPA-KIK), na Bélgica. Integra a equipa de coordenação do EPPIC.
Com mais de 20 anos de experiência profissional, trabalhou no setor público e privado, nomeadamente no antigo Instituto Português de Conservação e Restauro, na empresa Archeofactu e na Haute-École Conservation-Restauration, na Suíça. Lecionou conservação de metais no Instituto Politécnico de Tomar e na Universidade Católica Portuguesa, lecionando atualmente na NOVA FCT.
A sua investigação centra-se no estudo, conservação e valorização do património metálico, industrial, científico e técnico, através de abordagens analíticas e interdisciplinares que integram as suas dimensões materiais e imateriais.
Investigadora no LIBPhys e colaboradora da VICARTE, NOVA-FCT
Marta Manso é investigadora no LIBPhys e colaboradora da VICARTE, ambos da Universidade Nova de Lisboa. A sua investigação centra-se no desenvolvimento de metodologias analíticas para o estudo e preservação do património cultural, com ênfase no património industrial e científico.
É doutorada e licenciada em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Desde 2006, trabalha na área do património cultural, abrangendo documentos gráficos, pintura, azulejaria e metais, em colaboração com diversas instituições nacionais e internacionais, públicas e privadas, nas áreas de história, conservação e restauro e ciência dos materiais, incluindo museus, arquivos e laboratórios científicos.
É também professora auxiliar convidada no Departamento de Ciências da Arte e do Património da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa dedicando-se à formação de novos profissionais.
A sua missão é contribuir para a salvaguarda do património industrial e científico, promovendo o seu estudo, valorização e integração na memória coletiva da sociedade.
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